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Institutas da Religião Cristã - Cartas

Institutas Da Religião Cristã – Cartas | Carta Ao Rei Francisco I – Seção 3

Pr. Elienai B. Batista 10/05/2019 15


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Leia a seção 3, responda a pergunta abaixo e depois assista ao vídeo .

Pergunta para discussão:

1. De que forma Calvino procura mostrar a importância e a dignidade da matéria em questão?

2. Quais os dois argumentos usados por Calvino para mostrar a responsabilidade do rei quanto ao assunto em questão?

Olá Seja bem-vindo!

Neste vídeo quero falar sobre a seção de número 3 da carta de João Calvino ao rei Francisco I.

Se você assistiu ao vídeo de apresentação dessa série, você conhece nossa proposta. É claro que você pode simplesmente assistir aos vídeos com comentários sobre as Institutas.

Mas, creio que você obterá maior proveito se antes de assistir ao vídeo, realizar a leitura da seção e responder às perguntas. Fazer isso sozinho ou em grupo como recomendamos, lhe ajudará a crescer em suas habilidades de leitura. Portanto, recomendamos que você só assista a este vídeo depois de buscar entender o texto por si mesmo.

Para esta seção, temos duas perguntas. Leia o texto e procure respondê-las.

  1. De que forma Calvino procura mostrar a importância e a dignidade da matéria em questão?
  2. Quais os dois argumentos usados por Calvino para mostrar a responsabilidade do rei quanto ao assunto em questão?

Nessa parte da carta, Calvino alega que tinha como pressuposição que o rei não tinha conhecimento integral da causa reformada, a qual Calvino pretende defender.

Porém, Calvino procura mostrar que o que ele apresenta na carta, não é sua defesa. Como se tivesse interesses pessoais.

O que ele abraça é a causa dos devotos, que é acima de tudo, a causa de Cristo. Assim ele argumenta que o ataque dos ímpios, era na verdade um ataque contra a verdade de Cristo, que faziam com que naquele momento, essa verdade ficasse escondida.

Portanto, o rei Francisco I, deveria atentar para importância e a dignidade do assunto não por causa de Calvino, não por causa dos reformados franceses, mas porque a doutrina que estava sendo atacada está relacionada com:

  • A glória de Deus;
  • A verdade de Deus;
  • O reino de Cristo.

Que Calvino procura mostrar a importância e a dignidade da matéria em questão dessa forma se evidencia quando, diz:

…matéria
digna de vossos ouvidos,
digna de vosso conhecimento,
digna de vosso tribunal.

O rei deveria dar atenção à carta e à doutrina exposta nas Institutas, por causa da dignidade da matéria (glória, verdade e reino); e por causa da responsabilidade do rei.

Os dois argumentos usados por Calvino para mostrar a responsabilidade do rei quanto ao assunto em questão, são os seguintes:

O primeiro argumento tem relação com quem é o rei e o que deve buscar. Calvino lembra que o rei Francisco era um ministro na administração do reino de Deus, portanto devia buscar a glória de Deus. Um rei que não faz assim, é um ladrão.

O segundo argumento tem relação sobre como o rei deve governar. Calvino lembra que não há prosperidade para o reino, se este, não for regido pelo cetro de Deus (isto é, Sua santa Palavra). Aqui Calvino menciona Pv 29.18.

Portanto, Francisco I tinha uma responsabilidade perante Deus, e não deveria deixar que o desprezo a humildade daqueles que abraçavam a verdadeira fé, o afastasse de suas responsabilidades para com Deus.

Calvino descreve sua insignificância e a dos reformados francesese chama a atenção para o que precisava ser elevado: A doutrina do Deus vivo e do Seu Cristo.

Ele lembra que o reino de Cristo não era apenas na França. Cristo é o rei dos reis, acima de Francisco I.

Depois de mostrar a dignidade do assunto e a responsabilidade do rei, calvino procura lidar com uma acusação em particular. A acusação de que os reformados tomavam falsamente a Palavra de Deus.

Calvino responde a isso, apelando a uma regra de interpretação: a proporção da fé (Rm 12.6). Onde se lê:

… se profecia, seja segundo a proporção da fé”.

O que é condizente com a fé? Que sejamos diminuidos e que Deus seja exaltado.

Em outras palavras que reconheçamos nossa miséria espiritual e completa dependência da graça de Deus e que reconheçamos que Deus é grande em misericórdia. Isso está de acordo com a fé bíblica.

A seguir Calvino lida com algumas objeções romanistas a esse argumento da proporção da fé.

Objeções que alegam que tal diminuição do homem vai contra a luz natural no homem, as preparações forjadas, o livre-arbítrio, e as obras meritórias.

Calvino responde a essas objeções, mostrando que tudo vem de Deus e que a Escritura não condena quem confia somente em Deus, mas quem cava cisternas furadas (uma citação de Jeremias 2.13).

Outra objeção com a qual Calvino lida é esta: a acusação de que a certeza da fé é arrogância e presunção.

A isso responde Calvino:
E tal como nada há de nosso, mas tudo deva ser presumido de Deus, não somos espoliados de toda glória vã senão para que aprendamos nos gloriar no Senhor.

Não há espaço para nos gloriarmos se realmente cremos que tudo vem de Deus e que toda glória pertence a Ele.

Conclusão: os reformados franceses eram censurados: por depositarem sua esperança no Deus vivo.

Por isso sofriam (Calvino oferece uma lista).

Calvino conclui essa seção convidando o rei a olhar para os adversários da doutrina e buscar o que lhes impelia. Ele se refere aos sacerdotes romanistas. Na próxima seção, Calvino vai falar sobre o que impelia o zelo romanista.

Encerramos assim os comentários sobre a seção de número 3.
Obrigado por sua atenção e até o próximo vídeo da série.

Esta série é um oferecimento da editoraclire.com.br e da plataforma todaescritura.org.

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